A Prefeitura de Maringá abriu, em outubro de 2026, um novo credenciamento para instalar e operar um sistema de compartilhamento de bicicletas e patinetes elétricos na cidade. Depois do fracasso do edital anterior (fevereiro de 2026) e do sucesso da iniciativa Estação Ingá (julho de 2024 a março de 2025), a municipalidade tenta novamente trazer estações fixas aos espaços públicos. A abertura das propostas acontece em 16 de novembro de 2026, e as primeiras estações devem chegar em breve. Para quem já anda de patinete próprio em Maringá, a volta do compartilhamento significa muito mais do que apenas uma opção extra: infraestrutura cicloviária em expansão, normalização do modal urbano e maior segurança no trânsito. Entenda o que está por vir e como se preparar.
O novo edital de 2026: o que mudou desde fevereiro
O primeiro edital de 2026, publicado em fevereiro, previa preços mais altos: R$ 2,00 de ativação + R$ 0,50 por minuto para bicicleta e R$ 3,50 + R$ 1,00 por minuto para patinete. Nenhuma empresa se interessou. Desta vez, a Prefeitura reduziu significativamente os valores de ativação e tempo de uso, tornando o projeto mais atrativo.
O novo contrato terá duração de 5 anos (60 meses), com possibilidade de expansão após análise da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (SEMOB). A empresa vencedora será responsável por instalar, manter e explorar comercialmente o sistema — ou seja, cede os equipamentos e lucra com as taxas de uso.
12 estações em Maringá: onde serão e quando chegar
O novo edital prevê 12 estações em espaços públicos da cidade, com locais ainda a definir pela Prefeitura. Cada estação terá no mínimo 12 vagas para bicicletas e 12 para patinetes, seguindo os critérios de movimentação, iluminação e acessibilidade já testados na Estação Ingá.
A distância preferencial máxima entre estações é de 1 km, o que garante cobertura em bairros e avenidas principais. As estações não podem obstruir calçadas ou circulação de pessoas com mobilidade reduzida — um detalhe importante que melhora a convivência urbana.
O cronograma oficial aponta para a abertura dos envelopes em 16 de novembro de 2026, às 9h. Após seleção da empresa, a implantação deve ocorrer entre dezembro de 2026 e primeiros meses de 2027.
Infraestrutura cicloviária em expansão: a base para tudo isso
Não é coincidência a Prefeitura insistir no compartilhamento agora. Em paralelo, Maringá está ampliando sua malha cicloviária em cerca de 10 km — um crescimento de 25% — com manutenções já feitas nas avenidas Horácio Racanello, Brasil e Pedro Taques. Mais ciclovias e ciclorrotas significam mais espaço seguro para patinetes.
Segundo a Lei Municipal nº 11.981/2025, patinetes devem circular por ciclovias, ciclofaixas e rotas compartilhadas. Com a malha expandida, a cidade oferecerá muito mais caminhos seguros, tanto para quem aluga quanto para quem tem seu próprio patinete.
Regulamentação: o que vale para você que anda de patinete próprio
Se você já usa patinete em Maringá, conhece as regras. Se não, é bom saber que a Lei Municipal nº 11.981/2025 estabelece limites claros:
- Ciclovias e ciclofaixas: velocidade máxima de 20 km/h
- Calçadas, praças e parques: velocidade máxima de 6 km/h
- Vias de trânsito compartilhado: permitido apenas em vias com limite de até 40 km/h
- Capacete obrigatório
- Equipamentos obrigatórios: indicador de velocidade, campainha e sinalização noturna
A Resolução CONTRAN 996/2023 complementa: patinetes elétricos têm velocidade máxima técnica de 32 km/h, não exigem CNH e devem ser operados apenas por maiores de 16 anos. Os patinetes compartilhados seguirão esses mesmos padrões, garantindo igualdade de regras para todos.
Sucesso anterior: a lição da Estação Ingá
De julho de 2024 a março de 2025, a Estação Ingá, operada pela Sancor Seguros, funcionou com 12 estações, 120 bicicletas e 100 patinetes — tudo sem repasse de recursos municipais. O sistema foi tão bem recebido que conquistou o 1º lugar na categoria Saúde e Qualidade de Vida de um prêmio de mobilidade sustentável em abril de 2026.
A Prefeitura aprendeu com essa experiência. O novo edital traz melhorias nos critérios de localização, manutenção mensal obrigatória e responsabilidade clara da operadora. É um projeto mais robusto e pensado para durar.
Como se preparar: seu patinete próprio ganha aliados
Com mais estações compartilhadas, mais pessoas circulam de patinete. Isso amplia a consciência coletiva sobre o modal, aumenta a pressão por infraestrutura segura e normaliza o uso em Maringá. Em cidades maiores, sistemas de compartilhamento criam um efeito de "rede": quanto mais gente anda, mais a cidade investe em proteção.
Se você tem um patinete próprio (Foston, Bee Green, Panda ou qualquer marca), continue respeitando os limites de velocidade, use sempre capacete e mantenha os equipamentos de sinalização funcionando. Assim você contribui para tornar o modal cada vez mais seguro e bem visto pelos maringaenses.
Além disso, se seu patinete precisar de revisão ou peças, nós aqui da Patinep Store temos assistência técnica própria e peças originais em estoque. Quanto melhor seu equipamento, melhor sua experiência no trânsito.
FAQ — Dúvidas frequentes
Quando as estações de patinete compartilhado chegam em Maringá?
O edital abre envelopes em 16 de novembro de 2026. Após a seleção da empresa vencedora, a implantação deve ocorrer entre dezembro de 2026 e primeiros meses de 2027. A Prefeitura confirma a volta das estações este ano/início de 2027.
Qual é o preço esperado para ativar e alugar um patinete compartilhado?
O novo edital reduz significativamente os valores do edital anterior (que tinha R$ 3,50 + R$ 1,00/minuto). Os preços exatos serão divulgados após a seleção da empresa, mas serão menores que antes para atrair operadores interessados.
Posso levar meu patinete próprio em qualquer lugar de Maringá?
Não. Você deve circular por ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas. Em calçadas, praças e parques o limite é 6 km/h. Vias rápidas e ruas com velocidades elevadas são proibidas. A Lei Municipal nº 11.981/2025 define isso.
O que muda para quem já tem patinete próprio com o retorno do compartilhado?
Mais ciclovias (a malha cresce 25%), mais normalização do modal e mais pressão por segurança no trânsito. Além disso, mais usuários em potencial, o que beneficia toda a comunidade de patinete em Maringá.
É preciso CNH para usar patinete elétrico em Maringá?
Não. Segundo a Resolução CONTRAN 996/2023, patinetes elétricos até 32 km/h não exigem CNH. Você precisa ter no mínimo 16 anos e respeitar as regras locais de circulação e capacete obrigatório.
Prepare-se para a volta do compartilhado
Maringá está finalmente trazendo de volta um sistema que funcionou. Mais estações significam mais infraestrutura, mais ciclovia, mais segurança e mais gente andando de patinete. É um movimento positivo para toda a micromobilidade urbana na cidade.
Se você ainda não tem um patinete próprio, este é um bom momento para conhecer os modelos da Foston, Bee Green, Panda e Goo Elétricos. Se já tem, mantenha seu equipamento em dia e aproveite a expansão cicloviária que está vindo. A Patinep Store está aqui para ajudar em manutenção, peças e orientação técnica.