Inmetro inicia estudo para certificar carregadores de patinetes

O Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) anunciou em maio de 2026 que está elaborando novas regras de segurança e confiabilidade para baterias e sistemas de recarga de veículos elétricos. A iniciativa inclui patinetes e bicicletas elétricas, e é conduzida pela Diretoria de Avaliação da Conformidade (Dconf), por meio de um grupo de trabalho dedicado à eletromobilidade. O GT atua em duas frentes: baterias de íon-lítio de reposição e sistemas de recarga/carregamento, com previsão de conclusão dos estudos até dezembro de 2026, conforme a Agenda Regulatória do órgão. Ainda não há certificação obrigatória — mas o Inmetro já mapeia o que precisará ser fiscalizado, mirando a segurança de quem usa patinete no dia a dia.

Hoje não existe certificação compulsória de carregador

Diferentemente de outros produtos elétricos, os carregadores de patinete elétrico não têm selo de conformidade do Inmetro. As lojas e fabricantes sérios — como a Foston, Bee Green, Panda e Goo Elétricos — seguem normas internacionais voluntárias, especialmente a ABNT NBR IEC 62133 (segurança para baterias de lítio portáteis) e a ABNT NBR IEC 60529 (graus de proteção IP). Na prática, isso significa que o consumidor precisa prestar atenção redobrada ao escolher um carregador novo ou uma bateria de reposição. Sem uma certificação unificada, o risco de usar acessórios incompatíveis é maior, podendo comprometer a vida útil do equipamento.

O que a ABNT NBR IEC 62133 e o grau de proteção IP garantem

A norma ABNT NBR IEC 62133 estabelece requisitos para construção e desempenho de baterias de íon-lítio portáteis, incluindo resistência a sobrecarga, curto-circuito e vibração. Já a ABNT NBR IEC 60529 classifica o grau de proteção contra poeira e água (ex: IP54, IP65). Embora não sejam compulsórias, as marcas que trabalhamos em Maringá — Foston, Bee Green, Panda e Goo Elétricos — optam por componentes alinhados a esses padrões. Quando a futura certificação do Inmetro entrar em vigor, ela deve incorporar e ampliar esses requisitos, criando um selo único que facilite a escolha do consumidor.

Como escolher um carregador seguro hoje

Enquanto a certificação não chega, o critério é técnico. O primeiro ponto é conferir a tensão de saída: um carregador para bateria de 36 V deve fornecer 42 V; para 48 V, o correto é 54,6 V. Use sempre a corrente (em amperes, A) recomendada pelo fabricante — valor alto pode sobreaquecer, valor baixo prolonga demais a recarga. Prefira carregadores originais ou peças homologadas pela assistência técnica. Carregadores genéricos, ditos “universais”, raramente entregam a combinação exata e podem encurtar a vida útil do pack. Em Maringá, a Patinep Store mantém testadores para verificar carregadores e baterias, garantindo que o conjunto trabalhe dentro das especificações.

Bateria e carregador: um casamento que não pode dar errado

A bateria de íon-lítrio de um patinete é um componente de alta densidade energética. Se o carregador entrega tensão acima do suportado, a proteção interna (BMS) pode até cortar o fornecimento, mas o uso repetido de um carregador inadequado degrada as células. A autonomia típica dos patinetes elétricos fica entre 20 e 40 km por carga, e o custo de recarga em Maringá é baixo — entre R$ 0,10 e R$ 0,30 por carga completa. Trocar a bateria por uma de reposição sem observar a compatibilidade com o carregador original pode jogar fora essa economia. Por isso, na Patinep Store, sempre recomendamos que qualquer substituição seja feita com apoio técnico.

O que muda quando a certificação do Inmetro sair

Os estudos do grupo de trabalho do Inmetro têm conclusão prevista para dezembro de 2026. Após essa etapa, o órgão deve publicar uma consulta pública e, depois, uma portaria com os requisitos obrigatórios. A expectativa é que a certificação cubra tanto baterias de reposição quanto carregadores, estabelecendo testes de segurança, compatibilidade eletromagnética e durabilidade. Para o consumidor, isso significará um selo visível no produto, eliminando a incerteza na hora da compra. Até lá, o melhor caminho é o bom senso: carregador original, assistência especializada e atenção aos números que mencionamos.